O chamado bloquinho Caravana conseguiu a proeza de rebaixar ainda mais o que já era fraco. Saiu do mediano direto para o patético. Um ajuntamento sem comando, sem discurso, sem identidade e sem qualquer conexão com a realidade do povo.
Prometeram “movimento”, mas entregaram um passeio vazio. Prometeram “mobilização”, mas mal conseguiram juntar meia dúzia de conhecidos. O que se viu foi um desfile constrangedor de rostos repetidos, passos sem rumo e uma tentativa desesperada de parecer relevante num cenário em que simplesmente não são.
Não houve energia, não houve alegria, não houve propósito. Só improviso, desorganização e um silêncio ensurdecedor nas ruas. A tal Caravana não arrastou ninguém — foi arrastada pela própria irrelevância.
No fim das contas, ficou claro: não se trata de um bloquinho fraco, mas de um projeto falido. Sem povo, sem causa e sem futuro. Um espetáculo tão vazio que conseguiu algo raro: transformar vergonha em atração principal.

