*BRAIDE É DESMENTIDO POR BRANDÃO E FICA SEM RESPOSTA AO SER QUESTIONADO SOBRE A BR-135*

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Eduardo Braide tentou transformar o caos na BR-135 em munição eleitoral contra o Governo do Maranhão. O problema é que, dessa vez, a narrativa encontrou um adversário difícil de vencer: os fatos.

Em vídeo que circula nas redes sociais, o governador Carlos Brandão rebate diretamente a acusação e lembra o óbvio que Braide convenientemente ignorou: a obra na ponte do Estreito dos Mosquitos é federal e está sob responsabilidade do DNIT.

E não ficou apenas no discurso. Brandão afirma que já esteve duas vezes em Brasília cobrando providências, inclusive junto ao DNIT e ao ministro dos Transportes, Silvio Costa Filho.

Enquanto o governador foi cobrar quem tem competência para resolver, Braide preferiu fazer política em cima do congestionamento e tentar jogar a responsabilidade para o colo do Estado.

Aí veio o momento constrangedor.

Questionado por um repórter sobre a resposta de Brandão, Braide teve a oportunidade de apresentar provas e explicar por que havia responsabilizado o Governo do Maranhão por uma obra federal.

Não apresentou.

Preferiu atacar:

“Basta atravessar a ponte do Estreito dos Mosquitos para saber quem é o mentiroso.”

O problema é que atravessar a ponte não muda quem é o responsável pela obra.

Quando o jornalista insistiu — “Mas a obra é do Governo Federal” — Braide não mostrou documento, não apresentou argumento e não explicou a acusação.

Virou as costas e foi embora.

É aí que a história fica politicamente indigesta.

Porque nas redes sociais é fácil apontar o dedo, criar uma narrativa e tentar transferir a culpa. Difícil é sustentar a acusação quando alguém pergunta, diante das câmeras: “Cadê a prova?”

E a pergunta que Braide deveria responder é outra: onde estava sua cobrança ao Governo Federal enquanto Brandão estava em Brasília pressionando o DNIT e o Ministério dos Transportes?

São Luís sofre diretamente com o problema. A população merece solução, não disputa de narrativa.

O episódio expôs uma diferença incômoda para Braide: Brandão foi atrás do responsável; Braide foi atrás de um culpado.

E quando o repórter colocou o fato sobre a mesa, a acusação perdeu força, a explicação não apareceu e a saída encontrada foi… sair de cena.

No vídeo, fica o registro: Braide acusa. Brandão desmente. O repórter questiona. E, quando chega a hora de provar, Braide não responde.

A política pode até produzir versões. Mas, quando a câmera está ligada, os fatos costumam ser bem mais difíceis de editar.

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