Eduardo Braide pode até dominar as redes sociais, mas eleição não se ganha apenas no celular. E é justamente aí que começa a aparecer o incômodo: Orleans Brandão e Edivaldo Holanda Júnior estão construindo uma conexão política que vai muito além das telas e dos limites de São Luís.
Edivaldo conhece a capital. Orleans vem ampliando sua presença no interior. Juntos, formam uma dupla que começa a ocupar um espaço que Braide nunca vai conquistar: a identificação com o povo maranhense.
Braide pode até mostrar algumas intervenções, vídeos para publicar e redes sociais para movimentar. Mas eleição estadual exige outra coisa: presença, diálogo, articulação e capacidade de mobilizar gente de verdade.
E no interior, a realidade costuma ser bem diferente da internet.
A passagem de Braide por Santa Helena deixou um exemplo disso. Ao participar de uma programação religiosa, sua presença acabou provocando críticas entre setores da comunidade que entenderam que a exposição política foi negativa em um momento destinado à fé.
A ironia de um simpatizante, que circulou após o episódio, resumiu a situação: “Braide brilhou mais que a Padroeira em plena procissão e missa.”
Pode parecer apenas uma frase provocativa, mas politicamente ela revela algo maior: não basta aparecer. É preciso saber chegar.
O eleitor percebe quando alguém chega para conversar, ouvir e participar da vida da comunidade — e também percebe quando a política parece chegar antes da verdadeira convivência.
É aí que Orleans e Edivaldo tentam construir vantagem.
Enquanto Braide luta para transformar a força que possui em São Luís em uma candidatura competitiva em todo o Maranhão, Orleans amplia sua presença e Edivaldo acrescenta à chapa uma experiência política construída justamente na capital.
O problema para Braide é simples de entender: obra pode render fotografia, rede social pode render curtida, mas eleição se decide também na rua, no aperto de mão, na conversa e na confiança.
E talvez seja exatamente isso que esteja tirando o sono do ex-prefeito de São Luís: perceber que, enquanto ele tenta vender presença política, Orleans e Edivaldo estão tentando construir conexão real com o povo.
No Maranhão, quem quer chegar ao Palácio dos Leões precisa muito mais do que aparecer. Precisa ser reconhecido. Precisa ser aceito. Precisa ser querido.
E essa parte, definitivamente, não se constrói apenas com uma boa estratégia de redes sociais.

