A oposição tem todo o direito de fiscalizar, cobrar e criticar. O que não pode é chegar depois que o trabalho já foi feito e tentar posar de dona da solução.
É exatamente isso que começa a acontecer em relação ao Posto de Saúde do Povoado Rosário, em Santa Helena.
O posto está interditado, sim. Mas o prefeito Joãozinho Pavão não ficou de braços cruzados esperando a oposição descobrir o problema. A Prefeitura já elaborou o projeto para a reforma e ampliação completa da unidade, e o processo está em fase de licitação. Superada essa etapa, a obra será iniciada.
Então fica a pergunta: onde estava a preocupação quando a gestão de Joãozinho Pavão já estava trabalhando para resolver o problema?
A velha estratégia parece clara: espera-se a solução avançar, faz-se barulho em cima do problema e, quando a obra finalmente começa, aparece alguém tentando dizer que foi “a pressão da oposição” que obrigou o prefeito a agir.
É a política do oportunismo: não faz, não planeja, não executa — mas quer aparecer na fotografia quando a obra fica pronta.
Joãozinho Pavão está fazendo o que cabe a uma gestão: identificou a necessidade, elaborou o projeto e colocou o processo em andamento.
Fiscalizar é legítimo. Cobrar também. Roubar o crédito de quem trabalhou, não.
No Rosário, o que importa não é quem grita mais alto nas redes sociais. É quem coloca a solução para andar.
E quando a reforma e ampliação do posto começarem, a população vai saber separar muito bem quem estava trabalhando e quem estava apenas esperando a hora certa para aparecer.

