*Morre aos 68 anos Oscar Schmidt, lenda do basquete e um dos maiores nomes da história do esporte brasileiro.*

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O basquete brasileiro se despede, nesta sexta-feira (17), de um de seus maiores ícones: Oscar Schmidt. O eterno “Mão Santa” faleceu aos 68 anos após passar mal e ser internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em Santana do Parnaíba. Até o momento, não foram divulgadas a causa da morte nem informações sobre velório e sepultamento.

Dono de uma das carreiras mais impressionantes da história do esporte, Oscar ficou eternizado como o maior pontuador do basquete mundial, acumulando 49.737 pontos ao longo de quase três décadas dentro das quadras.

Sua trajetória começou no Palmeiras, em 1975, mas foi no Sírio que ganhou projeção ao liderar a equipe na conquista do Mundial Interclubes de 1979, um marco histórico para o Brasil. Nos anos 1980, levou seu talento para a Europa, defendendo clubes italianos e dividindo quadra com Joe Bryant, pai de Kobe Bryant, que anos depois reconheceria o brasileiro como uma de suas inspirações.

Mesmo sendo escolhido no Draft da NBA de 1984 pelo New Jersey Nets, Oscar tomou uma decisão incomum: recusou jogar na liga americana para seguir defendendo a seleção brasileira, priorizando sua história com o país.

Entre tantos momentos memoráveis, um dos mais marcantes foi a conquista dos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando liderou o Brasil em uma vitória histórica sobre os Estados Unidos, em pleno território adversário.

No retorno ao Brasil, ainda brilhou por clubes como Corinthians e Flamengo, conquistando títulos e mantendo o protagonismo até encerrar a carreira em 2003.

Fora das quadras, seu legado também foi reconhecido internacionalmente, com entradas no Hall da Fama da FIBA, em 2010, e no Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, em 2013 — honrarias reservadas a lendas do esporte.

Em 2011, Oscar foi diagnosticado com câncer no cérebro e enfrentou uma longa batalha contra a doença. Anos depois, em 2022, chegou a afirmar publicamente que estava curado, após interromper o tratamento.

A partida de Oscar Schmidt deixa uma lacuna irreparável no esporte brasileiro. Mais do que números e títulos, ele construiu um legado de talento, coragem e paixão que atravessa gerações.

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