Lideranças do PT no Maranhão reagiram com forte indignação aos resultados da pesquisa do instituto Veritá, atualmente questionada na Justiça Eleitoral. Militantes e figuras públicas foram às redes sociais contestar os números, que apontam um cenário apertado entre Luiz Inácio Lula da Silva (46,7%) e Flávio Bolsonaro (45,3%). Para os petistas, o levantamento não reflete a realidade do estado e levanta dúvidas sobre sua credibilidade.
Entre as vozes críticas, destacam-se Criciele Muniz, Zé Inácio e Eri Castro, que classificaram a pesquisa como uma tentativa de manipulação da opinião pública. Segundo eles, o Maranhão possui um histórico consolidado de apoio a Lula, o que torna os números apresentados, no mínimo, questionáveis.
Nos bastidores, a interpretação é de que o levantamento estaria sendo utilizado pelo pré-candidato Eduardo Braide como instrumento político para influenciar o eleitorado e construir uma narrativa artificial de equilíbrio eleitoral. A estratégia, segundo os petistas, teria como objetivo desgastar Lula e também atingir Orleans Brandão, associando ambos a uma suposta perda de força.
Outro ponto levantado é a contradição no posicionamento político de Braide, que, apesar de tentar impactar a imagem de Lula, mantém alinhamento nacional com Ronaldo Caiado, nome colocado como presidenciável e conhecido opositor do atual presidente.
Para os petistas, a divulgação da pesquisa vai além de um simples levantamento: trata-se de uma estratégia de pré-campanha baseada em marketing político e construção de narrativas. Eles cobram maior transparência metodológica e alertam para o risco de indução do eleitorado por meio de dados que consideram distorcidos.
A avaliação interna é de que Braide “começou errado” ao apostar na divulgação de um levantamento que, em vez de fortalecer sua pré-campanha ao governo do Maranhão, abriu uma crise de credibilidade logo no início. O dado mais sensível, segundo eles, foi a tentativa de indicar um empate técnico em um estado onde, nas eleições de 2022, Lula superou a marca de 70% dos votos — um contraste difícil de justificar sem evidências robustas.
As reações ganharam força e colocaram o instituto Veritá sob intensa pressão. Zé Inácio apontou incoerências nos números, enquanto Criciele reforçou que “a conta não fecha” diante do histórico eleitoral recente.
Já Eri Castro elevou o tom ao classificar a pesquisa como falsa e associá-la a um cenário de desespero político. Em vídeo, afirmou ter se decepcionado com Braide, citando quebra de compromissos e mudança de postura que, segundo ele, não dialoga com o eleitor maranhense.
Na prática, o efeito foi inverso ao esperado: o que deveria projetar força acabou gerando desconfiança e desgaste precoce. Ao apostar em números contestados, Braide inicia sua pré-campanha na defensiva, tendo que explicar sua própria narrativa — quando o esperado seria consolidá-la.


