O município de Turilândia passou por sua primeira mudança administrativa desde o início da intervenção estadual. O interventor Thiago Josino Carrilho de Arruda Macedo decidiu promover ajustes na equipe, com a saída de três secretários e dois adjuntos, conforme publicação oficial.
De acordo com o Diário Oficial, os próprios gestores pediram exoneração. Parte deles já integrava a gestão do prefeito afastado Paulo Curió, preso sob suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção que está sendo investigado.
Deixaram os cargos a secretária de Saúde e Saneamento, Cristina Oeiras Modesto; o secretário de Administração e Finanças, Isaque Ribeiro Aniba; e o secretário de Infraestrutura, José Ribamar Nogueira Filho. Também foram desligados os adjuntos Jadson Rayha dos Santos Sampaio e Narly Carvalho Costa.
Para recompor a administração, o interventor nomeou Zaione Parma de Albuquerque como novo responsável pela Secretaria de Administração e Finanças. A cidade segue sob intervenção enquanto a Justiça acompanha o andamento do caso.
Paralelamente, o Ministério Público do Maranhão intensifica as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos. Em janeiro, o órgão apresentou denúncia apontando um prejuízo estimado em R$ 56 milhões aos cofres municipais, no âmbito da Operação Tântalo II.
O processo está sob análise da desembargadora responsável na 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, que deverá decidir se aceita a denúncia. Caso isso aconteça, os investigados passarão à condição de réus.
As apurações indicam que o prefeito afastado seria o principal articulador do esquema, envolvendo contratos irregulares, fraudes em licitações e movimentações financeiras suspeitas. Familiares e aliados também são citados como participantes na execução e ocultação dos recursos.
O Ministério Público pede a devolução integral dos valores desviados, além da perda de bens e funções públicas dos envolvidos, caso as irregularidades sejam confirmadas. Também foram solicitadas medidas cautelares, como bloqueio de bens.
As defesas dos investigados afirmam que confiam no processo judicial e aguardam o esclarecimento dos fatos ao longo da tramitação.

