O Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão decidiu adiar a análise do pedido liminar apresentado pelo vice-governador Felipe Camarão para suspender a instalação de uma CPI na Assembleia Legislativa do Maranhão.
A comissão foi proposta com base em relatório do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, que utilizou dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras e apontou movimentações financeiras consideradas atípicas. Entre os indícios, estão transferências via Pix para mais de mil beneficiários, com valores fracionados e operações em sequência — um padrão que pode dificultar o rastreamento e levanta dúvidas sobre a origem e o destino dos recursos.
O material também cita a possível participação de agentes públicos e uma rede de repasses entre pessoas próximas, ampliando o alcance das suspeitas e reforçando o pedido de investigação no Legislativo.
Em despacho, o desembargador Sebastião Joaquim Lima Bonfim optou por não decidir de imediato sobre a suspensão da CPI. O relator determinou que a análise do pedido só ocorrerá após a manifestação das autoridades responsáveis pelo ato.
Foi estabelecido prazo de 72 horas para que a Mesa Diretora da Assembleia e sua presidente apresentem esclarecimentos, especialmente sobre o estágio atual da comissão. Após isso, o processo retorna para nova avaliação da liminar.
Com a decisão, o Judiciário evita interferência imediata e mantém, por ora, o curso do processo no âmbito do Legislativo.
Despacho; ·-Tribunal-de-Justica-do-Estado-do-Maranhao-2o-Grau

