A declaração do candidato derrotado Josinaldo Moraes, ao classificar a Policlínica de Santa Helena como uma espécie de “gambiarra”, provocou indignação entre moradores e colocou uma pergunta inevitável no centro do debate: como alguém pode tratar dessa forma uma estrutura de saúde pela qual Santa Helena tanto lutou para conquistar?
Por trás da Policlínica existe uma história de articulação, investimento e cobrança. O prefeito Joãozinho Pavão esteve diretamente envolvido na luta para garantir que Santa Helena tivesse uma unidade capaz de atender não apenas os moradores do município, mas também pacientes de outras cidades da Baixada Maranhense. Não foi presente caído do céu, nem obra feita por mágica. Houve trabalho político e administrativo para fazer acontecer.
E o resultado está à vista da população. A Policlínica recebeu a primeira ressonância magnética da Baixada Maranhense, permitindo que pacientes tenham acesso a um exame de alta complexidade sem precisar buscar atendimento distante. Para colocar o equipamento em funcionamento, foi necessária inclusive a construção de uma subestação de energia, diante da necessidade de reforço da infraestrutura elétrica.
Joãozinho também avançou na estrutura de diagnóstico do município com a implantação, no Hospital Municipal, do primeiro aparelho de raio-X digital da Baixada Maranhense. Enquanto Joãozinho lutava para trazer equipamentos e serviços, agora aparece candidato tentando resumir tudo isso a uma “gambiarra”.
Se Josinaldo considera a Policlínica inadequada, a população tem o direito de saber: qual é a proposta dele? Vai fechar? Vai transferir? Vai construir outra? Onde? Com quais recursos? E o que acontece com os milhares de pacientes atendidos enquanto uma eventual nova estrutura não fica pronta?
Criticar é fácil. Mais difícil é fazer acontecer. Joãozinho Pavão enfrentou burocracia, buscou parceiros, articulou recursos e trabalhou para colocar serviços de alta complexidade dentro de Santa Helena. A Policlínica pode até ser aperfeiçoada — toda estrutura pública pode e deve melhorar —, mas chamar de “gambiarra” aquilo que hoje atende a população é, no mínimo, uma declaração que merece ser explicada.
Agora, a bola está no campo de Josinaldo: se a Policlínica é “gambiarra”, mostre o projeto que pretende colocar no lugar. Porque Santa Helena já conhece a diferença entre discurso e trabalho.

