Governador do Maranhão diz ter recebido as acusações com indignação, afirma que sua defesa ainda não teve acesso integral aos autos e questiona divulgação seletiva de decisões do caso
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, reagiu neste sábado (15) às acusações de que seria chefe de uma organização criminosa. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Brandão afirmou ter recebido a informação com indignação e classificou a acusação como “inadmissível”.
Com mais de 35 anos de vida pública, o governador destacou sua trajetória política e afirmou que, durante todo esse período, nunca respondeu a nenhum processo. Segundo Brandão, as acusações e ações judiciais passaram a ocorrer após o distanciamento político entre dois grupos do Maranhão.
“Tudo o que construí na vida, a minha trajetória, a minha família, o meu patrimônio, foi construído com muito trabalho. Não aceito que queiram jogar a minha história na lama”, declarou.
Brandão também afirmou que sua defesa ainda não teve acesso à integralidade dos autos do inquérito. O governador questionou a divulgação de três decisões relacionadas ao caso e chamou atenção para uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que, segundo ele, apontaria que o processo não deveria tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Destaco que a minha defesa continua não tendo acesso à integralidade dos autos do inquérito. Mesmo assim, seletivamente, foram publicizadas três decisões”, afirmou.
O governador disse ainda estar tranquilo diante das acusações e declarou confiar que os fatos serão esclarecidos.
“Tenho serenidade de que a verdade vai prevalecer”, disse Brandão.
Ao final do vídeo, o governador citou sua aprovação à frente do Executivo estadual, afirmando ter mais de 70% de aprovação, e ressaltou que continuará concentrado na administração do Maranhão.
“Por isso, sigo focado no que sempre fiz ao longo de toda a minha vida pública: trabalhando muito pelo povo do Maranhão”, concluiu.
A manifestação ocorre em meio à repercussão de informações relacionadas a uma investigação que envolve autoridades e agentes públicos no Maranhão. As acusações ainda são objeto de apuração e não representam, por si só, conclusão definitiva sobre responsabilidade criminal.

