Eduardo Braide parece ter entrado naquela fase perigosa da campanha em que o candidato começa a atirar para todos os lados. Entrevistas em sequência, ataques, acusações e uma tentativa cada vez mais evidente de desqualificar quem decidiu apoiar Orleans Brandão.
O alvo agora são os 27 dos 31 vereadores de São Luís que declararam apoio ao projeto de Orleans. Em vez de explicar por que perdeu praticamente toda a bancada, Braide prefere atacar quem tomou uma decisão política legítima.
E o problema é que a realidade das ruas não combina com o discurso de Braide.
Enquanto ele reclama dos adversários, Orleans mostra gente. Enquanto Braide tenta transformar apoio político em escândalo, Orleans reúne lideranças, prefeitos, vereadores e, principalmente, uma militância que aparece em peso nos eventos.
Que o diga a convenção do MDB: uma multidão tomou conta do evento e mostrou que o projeto não está restrito a gabinete ou grupo político.
A impressão é de que Braide começou a perceber que a eleição não será decidida por vídeo, entrevista ou ataque nas redes sociais. Será decidida pelo povo.
E quando o candidato começa a enxergar adversário em todo lugar, até em 27 vereadores da própria cidade, talvez seja porque o desespero já bateu à porta.
Braide pode continuar atirando para todos os lados. Orleans continua avançando. E o Maranhão está assistindo.

