Às vésperas de mais uma divulgação no Maranhão, o Instituto Veritá carrega um histórico recente que levanta sérias desconfianças. A empresa já foi barrada pela Justiça Eleitoral em pelo menos três estados — Alagoas, Espírito Santo e Piauí —, onde decisões judiciais impediram a publicação de suas pesquisas por inconsistências e falhas consideradas graves.
Levantamento do jornalista Isaías Rocha mostra que não se trata de um episódio isolado, mas de um padrão que vem se repetindo. Mesmo assim, o instituto insiste em divulgar novos números, agora no Maranhão, justamente em meio a um ambiente de questionamentos sobre sua credibilidade.
As críticas vão desde a falta de transparência na metodologia até a divulgação de resultados que destoam completamente de outros institutos — curiosamente, em alguns casos beneficiando diretamente nomes como o ex-prefeito Eduardo Braide.
Com ações judiciais pipocando em diferentes estados e decisões que já expuseram fragilidades claras nos levantamentos, a nova pesquisa prevista levanta mais suspeitas do que expectativas. Ainda assim, deve ser divulgada, mantendo um roteiro que já vem sendo duramente contestado. Resta saber até quando esse tipo de prática seguirá passando sem maiores consequências.

