Em uma publicação nas redes sociais, Agamenon Weba associou comunidades com “menos escolaridade, pouca oportunidade de trabalho, baixa renda, falta de desenvolvimento, dependência de favores e maior vulnerabilidade” e afirmou: “Onde falta oportunidade é mais fácil manipular.”
A declaração levanta uma pergunta incômoda:
Isso não é uma forma de discriminação contra o próprio povo mais pobre e vulnerável?
Afinal, desde quando ter menor renda, menos escolaridade ou morar em uma comunidade significa ser alguém incapaz de pensar, escolher e tomar suas próprias decisões?
O povo do interior não precisa de tutor político.
Não precisa que ninguém pense por ele.
E muito menos que sua condição social seja usada para sugerir que seria mais fácil de manipular.
O cidadão pode ter pouca renda e muita consciência.
Pode ter pouca escolaridade e enorme experiência de vida.
Pode morar numa comunidade simples e saber exatamente quem trabalha, quem ajuda e quem só aparece na época da política.
E é aí que aparece o contraste.
Enquanto Agamenon fala em “manipulação”, Joãozinho Pavão mostra trabalho.
Casa de Apoio em São Luís. Odontomóvel. TFD. UBS. Diagnóstico por imagem. Pavimentação. Bloquetes. Drenagem profunda. Habitação. Água Potável, Iluminação. Pontes. Estradas. Obras nos bairros e povoados.
No Bairro das 40, por exemplo, a gestão apresenta ações de pavimentação e investimentos na educação. Nas comunidades, a prefeitura também vem apresentando intervenções em infraestrutura.
Agamenon fala em manipulação. Joãozinho fala — e mostra — trabalho.
E talvez seja justamente isso que esteja incomodando politicamente: quando chega obra, quando chega serviço e quando o poder público aparece, fica muito mais difícil transformar dificuldade em discurso eleitoral.
Agamenon pode criticar Joãozinho.
Pode fazer oposição.
Pode subir o tom.
Mas subestimar a inteligência do povo é outra conversa.
Santa Helena tem um povo que observa, compara e tira suas próprias conclusões.
Agamenon fala.
Joãozinho Pavão trabalha.
E o povo decide.

