Com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, a chamada terceira via parece ter encontrado uma solução confortável: não escolher. Zema é a exceção mais evidente e caminha para apoiar Flávio, enquanto Caiado preferiu deixar o PSD liberar seus filiados para votar em qualquer um dos dois.
Renan Santos também tirou o corpo fora e liberou sua militância, embora tenha dito acreditar na vitória de Flávio. Augusto Cury seguiu pelo mesmo caminho, sem declarar apoio e defendendo a pacificação. Na prática, cada um encontrou uma maneira diferente de não assumir o desgaste de escolher um lado.
Cury, Renan, Caiado e Zema somaram 7,58% dos votos válidos no primeiro turno — uma parcela nada desprezível do eleitorado. Agora, seus votos são cobiçados por Lula e Flávio, enquanto seus antigos candidatos tentam manter distância do confronto decisivo.
A conta política, porém, é simples: quando a disputa chega ao momento de escolher, ficar em cima do muro também é uma escolha. E o eleitor terá a oportunidade de julgar quem assumiu uma posição, quem preferiu a neutralidade e quem simplesmente lavou as mãos.

