*BRAIDE SENTE O IMPACTO DA CONVENÇÃO DO MDB E ESCOLHE O AUDITÓRIO FERNANDO FALCÃO, COM CAPACIDADE PARA 300 PESSOAS, PARA HOMOLOGAR CANDIDATURA*

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A gigantesca convenção do MDB, que oficializou Orleans Brandão como candidato ao Governo do Maranhão, parece ter deixado um incômodo daqueles nos bastidores do grupo de Eduardo Braide (PSD).

Enquanto Orleans mostrou força política no Papódromo, no Anel Viário, diante de uma multidão estimada em mais de 100 mil pessoas, Braide decidiu fazer sua convenção em um espaço que comporta cerca de 300 pessoas: o Auditório Fernando Falcão, dentro da Assembleia Legislativa do Maranhão.

A escolha do local não caiu bem entre alguns aliados do ex-prefeito de São Luís. A comparação com a mobilização do MDB foi inevitável e já provoca questionamentos internos sobre a capacidade de mobilização do grupo para uma disputa que promete ser uma das mais acirradas da história recente do Maranhão.

Um aliado, em tom de desabafo, teria disparado nos bastidores:

“É um erro fazer a convenção em um auditório pequeno. Parece que está com medo do Bebezão ou não tem poder de mobilização. Desse jeito, vamos acabar passando para a opinião pública que não temos povo.”

A declaração resume o clima de preocupação que tomou conta de parte do grupo. Afinal, em política, tamanho também comunica. E, depois de ver o Papódromo tomado por uma verdadeira multidão, a escolha de um auditório para homologar uma candidatura ao Governo do Estado inevitavelmente alimenta comparações.

O contraste não poderia ser maior.

De um lado, Orleans Brandão, cercado por prefeitos, deputados, vereadores, lideranças e caravanas de praticamente todas as regiões do Maranhão, transformando o Papódromo em um mar de gente. Do outro, Braide se prepara para uma convenção com público limitado pelas paredes de um auditório.

A pergunta que começa a circular nos bastidores é inevitável: foi estratégia ou falta de povo?

O fato é que o “golpe” político da convenção do MDB parece ter sido sentido. E agora Braide terá de mostrar que consegue fazer barulho fora das redes sociais e provar, nas ruas, que também tem força para colocar gente no chão.

Porque, depois do espetáculo de mobilização protagonizado por Orleans Brandão, ficou difícil esconder o tamanho da diferença.

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